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Ficha para la descripción de Experiencias al Observatorio Educativo Lasallista para los Derechos de la Niñez y la Juventud
| Nombre de la Obra o del Proyecto: Contadoras de Histórias Meninas Lassalistas | | País, Ciudad y Distrito: Brasil–Xanxerê-Santa Catarina |
Breve Reseña Histórica de la Obra (Máxim 25 palabras): O projeto Contadoras de Histórias do Colégio La Salle de Xanxerê vem colocando em ação seus objetivos desde o ano de 2000, quando um grupo de alunas voluntárias do Ensino Médio acreditaram na proposta e experimentaram a alegria de contar e levar a magia da literatura à Pediatria do Hospital Regional São Paulo. A partir de então, o grupo só se fortaleceu. A princípio as apresentações eram restritas ao hospital e aos alunos do Colégio La Salle. Com o amadurecimento e experiência, o grupo passou a apresentar em escolas e creches da cidade e região, quando solicitado.Também já levou seu encanto a instituições de Ensino Superior motivando acadêmicos a trabalharem a contação de histórias no seu campo de atuação, e a clubes de serviço como LIONS e ROTARACT. O trabalho voluntário das alunas-contadoras vem contribuindo na divulgação da leitura, do prazer de ler e do encanto dos personagens e autores.
Descripción de la Experiencia Este projeto se justifica pelo sonho de educadoras em levar o conhecimento adquirido no Colégio La Salle de Xanxerê para além das salas de aula, conhecimento este que atenderá as necessidades da sociedade e dos próprios educandos, pois será no espaço hospitalar, escolas do município e biblioteca da própria escola que acontecerá a formação contínua dos estudantes na transposição de conhecimento em um exercício de função social – a formação da cidadania. A contação de histórias em ambiente limitado, como hospital, possui pesquisas recentes que comprovam que a alegria aumenta a capacidade de resistir à dor além de acelerar a recuperação de doentes. Conforme a revista Super Interessante de agosto de 2000, nº 8, p.94 a 97, “o amor é contagioso” e é através desse amor que se espera que as crianças deixem seu leito hospitalar em menor tempo. Sendo educadoras e tendo como objetivo contribuir para melhorar sempre mais a educação de nossos alunos, tornando-os capazes de aprenderem a conviver com o outro, desenvolverem-se em todas as suas habilidades, construindo-se como cidadão, refletindo sempre no seu fazer, acreditamos ser esse o eixo principal desse trabalho. A idealização e o sucesso deste projeto refletem o trabalho e a preocupação com o estímulo à leitura, sabendo que é a partir das crianças, da escola e da criatividade que se aprimora o gosto pela magia das histórias. Hoje, para estimular a leitura, muitos recursos podem ser utilizados pelos pais e educadores, e, para o Colégio La Salle de Xanxerê, a contação permite auxiliar na aprendizagem e na formação de leitores. Para se contar uma história, o aluno já fez uma pesquisa de texto e de autor, organizou-se para a apresentação, trabalhou em equipe e instigou sua criatividade e imaginação. Para o ouvinte, entregar-se ao texto faz com que seus olhos brilhem, o coração pulse mais forte, aumenta a curiosidade e a vontade de conhecer e recontar a história para com quem ele convive. Psicanalistas e estudiosos do comportamento infantil afirmam que as histórias infantis continuam sendo mais eficazes contra as angústias. Seus enredos são espelhos das realidades internas e falam de sentimentos comuns como amor, ódio, medo ciúme, ambição, rejeição e outros que só podem ser experimentados sem temor ou inquietação por meio do faz-de-conta. O contato com esse mundo de fantasias trará crescimento e ajuda na interação com o outro e com o mundo que a cerca. Para as crianças, como a aluna Caroline, de 5 anos, “ As histórias fazem a gente ficar feliz. É muito legal. É uma brincadeira de faz-de-conta”. Percebe-se que as crianças se envolvem com a história e desejam imitar as contadoras, principalmente quando em sala de aula são solicitadas a contarem o livro lido. O aluno Carlos Eduardo, 7 anos, quando perguntado por que gostava das contadoras, responde: “Porque elas contam histórias diferentes, são engraçadas e deixam a gente com vontade de ler a história que elas contam”. Outro fator percebido é que as crianças estão também se interessando em conhecer o autor das histórias, pois na contação sempre há o esclarecimento sobre quem escreveu e seus dados mais relevantes. Para o projeto, esse feedback é essencial para a continuidade e aprimoramento do grupo, pois, a cada ano, renovam-se os integrantes, o que motiva sempre o grupo a se reciclar, buscar novas histórias, rever atividades e buscar a contribuição dos que deixaram o grupo por estarem no terceiro ano do Ensino Médio. Desde o início do projeto, mais de sessenta alunos do 1º e 2º ano do Ensino Médio já fizeram parte do projeto, sempre coordenados pelas professoras idealizadoras, Sirlei Radin Boff e Carla Marques Gasparetto, que colocaram em prática a idéia da contação a partir de uma edição da Jornada de Literatura de Passo Fundo e o conhecimento de um grupo de palhaços que realizam um trabalho de alegrar os pacientes no hospital da cidade de Concórdia. Os integrantes do grupo chamam a atenção das professoras por serem alunos tímidos e calados em sala de aula, mas muito especiais, criativos, carismáticos quando mergulham na literatura infantil. Todos dizem que esse trabalho voluntário traz muito mais crescimento a eles mesmos que a seus ouvintes, pois desperta o lado artístico que possuem, oportuniza um grande momento de doação ao próximo e auxilia nos estudos diários, ao perceberem que podem memorizar, criar e recriar em cima do texto. As professoras sentem falta de tempo para melhor pesquisar e preparar os alunos-contadores, pois o projeto cresceu e exige cada vez mais qualidade em suas apresentações. Logo, seria importante ter horas destinadas à orientação, ensaio e busca de novidades ao grupo. Como textos trabalhados, podem-se citar: histórias do folclore brasileiro, O Teatro da Feiurinha, A Histórira de uma Folha, O Coelho que queria crescer, Menina bonita do laço de fita, O Rei Mandão, O Ursinho Apavorado, Samanta Gorducha, Bruxa Onilda, entre outras. Como autores já trabalhados, elencam-se Drummond, Ziraldo, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Monteiro Lobato e outros. Também se trabalha com filmes, como “O Amor é Contagioso” e “Sociedade dos Poetas Mortos”. Artigos e revistas são sempre ferramentas úteis ao processo de organização das contações de histórias, bem como técnicas variadas – fantoches, sombras, mímica, oralidade, esquete, teatro. O projeto traz muitas alegrias ao Colégio La Salle de Xanxerê, pois sabe-se que as alunas-contadoras estão realmente trabalhando integralmente, tal qual São João Batista de La Salle vislumbrou em sua missão educativa. Depoimento das alunas contadoras de histórias O projeto “Contadores de Histórias” do Colégio La Salle de Xanxerê foi apresentado para nós, alunas,.tínhamos vontade em fazer algum trabalho voluntário e foi aí que surgiu a oportunidade de fazê-lo, sendo que, inicialmente, atenderia a ala pediátrica do Hospital Regional São Paulo de Xanxerê. Tínhamos a expectativa de que a crianças, infelizmente enfermas, gostassem das histórias e que estas trouxessem motivação para que a recuperação viesse rapidamente. Além disso, poder incentivar o gosto pela leitura e reforçar os sentimentos de contadores e ouvintes. Sentimo-nos muito gratificadas, emocionadas e com o coração enriquecido em proporcionar momentos de alegria e de esperança para as crianças. A oportunidade de contar histórias enalteceu nossa alma, passamos a ver o mundo ao nosso redor com olhos diferentes. Isto nos trouxe segurança, determinação, facilidade em nos comunicar, força para enfrentar os problemas. Outras crianças João Antonio: “Eu amo ouvir histórias, parece que os personagens são de verdade e eu não tenho medo”. Milena: “Eu fico alegre quando alguém conta história pra mim, minha mãe não tem tempo”. Luisa: “Quero que o tempo não passe, só para eu ouvir histórias, parece que os bichinhos estão dentro dos livros”. Para a bibliotecária do colégio, Jane Curtarelli, o espaço reservado aos livros tornou-se mais atrativo. As contadoras, juntamente com a bibliotecária, organizaram tardes de contação de histórias. A experiência estimulou ainda mais os alunos a lerem livros, pois a forma prazerosa de contar, ouvir e viver o mundo do faz-de-conta despertou o gosto pela leitura. |